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Presidente da FACIEG participa de 88º ENIC

O 88º ENIC – Encontro Nacional da Indústria da Construção, realizado de 11 a 13 de maio, em Foz do Iguaçu reuniu lideranças da cadeia produtiva, autoridades e especialistas para discussão dos desafios e soluções do setor da construção civil.

O principal evento brasileiro do calendário da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), organizado pelo Sindicato da Indústria  da Construção Civil do Oeste do Paraná – SINDUSCON/PARANÁ-OESTE, contou com mais de mil empresários e lideranças setoriais. Goiás teve representantes como o presidente da FACIEG, Ubiratan da Silva Lopes, o presidente da ACIA, Anastacios Apostolos Dagios.

Os cenários econômicos e políticos e as perspectivas das concessões e parcerias público-privadas foram apresentados e debatidos em três grandes painéis, com a participação de economistas, cientistas políticos e de lideranças políticas como os governadores de São Paulo e Paraná, Geraldo Alckmin e Beto Richa.

Além disso, a programação envolveu uma série de palestras e debates sobre temas mais específicos nas comissões técnicas e fóruns coordenados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Os economistas Daniel Furletti e Ieda Maria Pereira Vasconcelos fizeram um raio-x da economia brasileira e do setor da construção civil para os participantes . Segundo eles, sem a recuperação da confiança, a economia brasileira não votará a crescer.

Durante a apresentação, Furletti e Ieda detalharam o atual cenário brasileiro: desequilíbrio fiscal; incertezas políticas; baixo patamar de confiança; queda na produção industrial; recessão econômica; desemprego elevado e crescente; inflação superior ao teto da meta e juros altos. Segundo eles, a conjuntura econômica e política vivida até então, não criava condições para superar esse quadro negativo.

Segundo os economistas, para ter um crescimento sustentado, o Brasil precisaria de elevar os investimentos para um patamar de cerca de 25% do PIB. “Um dos maiores problemas do país é o desequilíbrio das contas públicas, que deverão encerrar 2016 com deficit superior a R$ 96 bilhões”, comentou Vasconcelos.

Com o cenário econômico ruim, o setor da construção civil perdeu o patamar histórico de mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Esse número recuou para 2,6 milhões, uma prova da desaceleração do setor. O quadro é comprovado também em sondagem feita entre os empresários da construção civil, realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Segundo os empresários, os principais problemas enfrentados hoje pelo setor são as taxas de juros, seguido por demanda interna insuficiente, inadimplência, elevada carga tributária e falta de capital de giro.

 

Fonte: Cbic