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Senador Ronaldo Caiado e empresário Ubiratan da Silva Lopes abriram a temporada de debates na ACIA

Sob o título “Perspectivas para o empresariado com o novo governo - ACIA acredita no Brasil, a Associação Comercial e Industrial de Anápolis promoveu, na noite de segunda-feira, 23, um seminário que teve como debatedores o Senador Ronaldo Caiado, do Democratas e o empresário Ubiratan da Silva Lopes, Presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (FACIEG) com a presença de destacadas lideranças empresariais, políticas e comunitárias. O encontro aconteceu no Auditório “Alexis Salomão” e foi mediado pelo Presidente da ACIA, empresário Anastácios Apostolos Dagios.

Na abertura, o Presidente deu boas vindas aos participantes e esclareceu que a ACIA pretende convidar os congressistas goianos para debates e seminários semelhantes.“O primeiro dos convidados foi o Senador Ronaldo Caiado, mas queremos contar com todos os integrantes da bancada federal de Goiás, para apresentarmos as reivindicações e as demandas do setor produtivo. Queremos que o empresário volte a ser protagonista no País, que ele tenha força de expressão e que seja ouvido pelo poder constituído quando da tomada de decisões que envolvam a economia nacional”, disse o Presidente da ACIA. O Seminário foi dividido em duas partes distintas. Na primeira, o presidente da FACIEG, Ubiratan daSilva Lopes e o Senador Ronaldo Caiado discorreram sobre a atual situação sociopolítica e econômica do Brasil, particularmente em Goiás e, por conseguinte,em Anápolis.

Na segunda fase do Seminário, os debatedores responderam a mais deuma dezena deperguntas encaminhadas por diretores e por assistentes da plateia que lotou o auditório. O debate durou mais de duas horas e enfocou temas de interesse comunitário.

O Presidente daFACIEG, empresário Ubiratan da Silva Lopes, discorreu sobrea crise que assola o Brasil, com destaque para odesemprego queatinge, hoje,a maisde 11 milhões de brasileiros. Falou, ainda, sobre a necessidade da adoção imediata de medidas saneadoras no campo da economia e cobrou a presença mais enfática da classe política para o encaminhamento de soluções que acenem com boas perspectivas para o empresariado em geral.

De acordo com Ubiratan da Silva Lopes, o empresariado quer reformas urgentes, principalmente na questãotributária e alegou que é preciso que um governo forte introduza medidas concretas de recuperação econômica. Falou sobre a oferta de mais postos detrabalho e de segurança jurídica para que os empresários voltem a acreditar eainvestir no País.

Fala de Caiado

O orador seguinte do Seminário foi o Senador Ronaldo Caiado. Ele, fez duras críticas ao Governo Lula/Dilma, a quem atribuiu o “desastre econômico implantado no País”, classificando a política adotada como improdutiva e de retrocesso. Falou sobre o desperdício do dinheiropúblico, sobre desvios de verbas e do corporativismo existente no Governo Federal, com destaque paraoexcesso deministérios, de servidores fantasmas e que o atual governo (Michel Temer) tem pouco mais dedois anos emeio para colocar o País nos trilhos. Para Caiado vai ser “uma pedreira, mas temos de enfrentar o desafio”, assegurando que é preciso se fazer o desaparelhamento do Governo e reverter o quadro,classificado como sombrio, dos mais de 11 milhões de desempregados. “Este númeronão está fechado. Pode ser, até, mais.Coisa de 14 milhões de trabalhadores semocupação”, justificou o Senador doDemocratas. Ele demonstrou, também, confiança na equipe econômica do atual Governo, comandada pelo anapolino Henrique Meirelles.

Ronaldo Caiado exortou a classe empresarial a que reaja, que bata às portas do Governo, assim como fizeram as instituições ligadas aos sindicatos e outras organizações de trabalhadores.  Conforme o SenadorCaiado, “está nahora de se virar o jogo e não achar que tudoestáresolvido só com o afastamento da Presidente Dilma Rousseff. “Nãoestá, definitivamente. Ainda há muito o que ser trabalhado. O Governo tem de ganhar tempo, tem de adotar medidas saneadoras imediatas para reconquistar aconfiança dopovo brasileiro. “Os empresários têm de fazer a sua parte, dizer o que querem e como podem colaborar na recuperação da economia nacional”, alegouRonaldo Caiado. O parlamentar democrata adiantou que a retomada do crescimento passa, primeiro, pela convivência harmônica de empregados e patrões. De acordo com ele, “sem empresa não tem trabalho, sem trabalho não tem renda”.

Perguntas e respostas

Na parte seguinte do debate, o Senado Ronaldo Caiado e o empresário Ubiratan da Silva Lopes, presidente da FACIEG, responderam a perguntas encaminhadas por diretores e pessoas presentes.  As perguntas ao Senador Caiado foram feitas pelos diretores Jean Constante (sobre a indicação de Henrique Meirelles para os ministérios da Fazenda e da Previdência); Frederico Godoy (sobre o que se pode esperar do novo Governo); Munir Caixe (sobre a possibilidade de se implantar o regime parlamentarista no Brasil); Washington Constante (sobre a presença de pessoas acusadas de delitos e que estão no Governo Temer) e Rodrigo Melo (sobre os reflexos imediatos para a economia nacional, depois de anunciado o rombo de 170 bilhões de reais nas contas do Governo).

As perguntas ao empresário Ubiratan da Silva Lopes, Presidente da FACIEG, foram feitas pelos diretores Ian Moreira (sobre a confiança do empresariado em uma imediata recuperação da economia com o Governo Temer); Valtino Rodrigues Nunes (sobre a indicação de Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda e da Previdência Social); Reinaldo Del Fiaco (sobre o grau de confiança dos empresários no novo governo, se eles estariam animados ou se precisariam esperar um pouco mais); Cleide Marques (sobre a política de juros em andamento e se ela pode ser modificada) e Idelvan Silvestre (sobre que área deveria ser prioridade para investimentos do Governo Temer). Também, o médico e empresário Samir Dahas Bittar fez colocações sobre a atual situação econômico/financeira no Brasil no que foi correspondido pelo Senador Ronaldo Caiado. 


Fonte: ACIA