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Combate ao desemprego

O Brasil fechou 2018 com 12,8 milhões de trabalhadores com a carta de demissão nas mãos. Essa massa de desempregados, maior do que a população de países como Bélgica, Portugal e Grécia, possivelmente foi vitimada pela baixa qualificação do trabalhador, pela substituição da mão de obra por máquinas, pela crise econômica, mas, principalmente, pelo custo elevado que o empresário é obrigado a arcar para assinar a carteira de trabalho.


Ainda colhendo os primeiros frutos da Reforma Trabalhista, e no anseio da aprovação das reformas da Previdência e a Tributária, a classe empresarial brasileira sobrevive árdua e bravamente, principalmente aquela formada pelos negócios de micro e pequeno portes.

Mesmo enfrentando entraves desestimulantes, como a exclusão do Simples Nacional de 521 mil empresas no início desse ano, sendo 21.598 em Goiás, as micro e pequenas empresas acabam de dar mais um belo exemplo ao País.

Levantamento do Sebrae, com base no Caged, revela que as micro e pequenas empresas geraram um saldo de 279.541 postos de trabalho no primeiro quadrimestre de 2019. As médias e grandes responderam por apenas 20.266 empregos, no mesmo período.

Trocando em miúdos, significa dizer que, enquanto a média e a grande empresa geram 1 emprego formal, as micro e pequenas empresas criam 13,7, no mesmo período.

Mesmo arcando com encargos, contribuições e benefícios que chegam a 70% da folha salarial, como férias, 13º salário e FGTS, a pequena empresa, como mostram os dados do Caged, dá uma resposta rápida e eficaz no combate ao desemprego.

Estes números mostram a importância de manter e valorizar instituições como o Sebrae, que atua na promoção da competitividade e do desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios, por meio de cursos gratuitos e consultorias personalizadas, com subsídio de até 70% para o empresário de pequeno porte.

Uma das políticas do Sebrae é induzir o investimento no desenvolvimento local, por meio do estímulo ao comércio de bairro. O Movimento Compre do Pequeno Negócio foi uma ação nesse sentido. O objetivo foi mostrar que o comércio de bairro melhora a qualidade de vida da comunidade, reduz os deslocamentos, ajuda a movimentar a economia local e, principalmente, gera empregos.

Portanto, se você quer ajudar a combater o desemprego, compre da pequena empresa do seu bairro. Afinal, todo dia é dia de comprar do pequeno negócio.


Ubiratan da Silva Lopes

Presidente da FACIEG e do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás