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Confira artigo do presidente Ubiratan publicado no O Popular: Retomada do otimismo

Um estudo do Sebrae, com o objetivo de conhecer as expectativas dos donos de pequenos negócios em relação à economia brasileira e ao seu próprio negócio, apresentou resultados bastante otimistas, ao ponto de 59% dos empresários acreditarem que a economia irá melhorar, enquanto 62% esperam aumentar o faturamento nos próximos 12 meses.

Com relação à geração de empregos, 35% dos empresários pretendem contratar mais funcionários. O resultado só não é melhor porque 51% disseram ter dificuldades em contratar mão de obra especializada. Para contornar esse problema, 79% têm optado por contratar pessoas inexperientes, capacitando-as no dia a dia da empresa.

Essa conta do emprego, porém, só tem fechado no azul graças às micro e pequenas empresas. Dados do Caged mostram que, até setembro desse ano, os pequenos negócios já acumulam um saldo de 670.881 empregos, nove vezes maior que as médias e grandes empresas (73.766).

Comparando-se os dados do Sebrae com os números do Caged, conclui-se que as pequenas empresas têm sido as grandes formadoras de mão de obra. É certo que o ambiente legal em favor dos pequenos negócios vem alcançando conquistas. A criação do Simples Federal (1996), o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (1999), a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (2006) e o Microempreendedor Individual (2008) colaboraram muito para o fortalecimento do setor.

Mesmo com toda a contribuição dos pequenos negócios para a geração de empregos, a Pnad ainda mostra um contingente de 12,5 milhões de pessoas desocupadas no País. A saída, inevitavelmente, está na criação de um ambiente também favorável às médias e grandes empresas. Se elas crescem, automaticamente vão gerar mais empregos e contratar mais bens e serviços das pequenas empresas, alimentando o círculo virtuoso da economia.

Um bom caminho passa pela reforma tributária, que desonerará a folha de pagamento das empresas. Também é preciso que haja uma reforma fiscal, reduzindo o gigantismo do governo. Somadas à reforma da Previdência Social, estas ações injetarão ânimo no empresariado e mostrarão para os investidores um novo cenário, com estabilidade jurídica e regras claras.

Gerar emprego é questão de cidadania. Não há diferença para os desocupados se sua carteira de trabalho será assinada por uma pequena, média ou grande empresa. O que lhes importa é a dignidade conferida pelo trabalho.